quinta-feira, 15 de junho de 2017

BOAS FÉRIAS


O "SARABANDA" não vai de férias - vou dedicar-me a quem as tem até setembro. 
Enquanto autarca, assumo determinadas responsabilidades na "animação de verão" na minha freguesia. O verão já deu sinais de vida, daí esta pausa, 
Vou "andar por aí", mais pela vila de Coja, que neste período se transforma numa pequena cidade.
Sejam  bem-vindos. 

Como "viajar é preciso", podem encontrar-me  em 

onde tentarei ser útil a quem precisar de informações específicas. 
Não esquecer que COJA e BARRIL DE ALVA  estão de "portas abertas" para  a Serra do Açor...
BOAS FÉRIAS


domingo, 4 de junho de 2017

Rio Alva - "poeta e sonhador"

Os rios Mondego, Alva e  Zêzere nascem na Serra da Estrela. 

"Conta a lenda que, um dia, discutiram a valentia de cada um e acertaram numa corrida que esclareceria a questão: quem chegasse primeiro ao mar seria o vencedor.
O Mondego levantou-se cedo e começou a deslizar silenciosamente para não atrair as atenções. Passou pela Guarda e pelas regiões de Celorico, Gouveia, Manteigas, Canas de Senhorim e pela Raiva, onde se fortaleceu junto dos ribeiros seus primos, chegando por fim a Coimbra.
 in Diário II

O Zêzere, que estava atento, saiu ao mesmo tempo que o seu irmão. Oculto, por entre os penhascos, foi direito a Manteigas, passou a Guarda e o Fundão, mas logo depois se desnorteou e, cansado, veio a perder-se nas águas do Tejo.
O Alva passou a noite a contar as estrelas, perdido em divagações de sonhador e poeta. Quando acordou, era já muito tarde mas ainda a tempo de avistar os seus irmãos ao longe.
Tempestuoso, rompeu montes e rochedos, atravessou penhascos e vales, mas quando pensava que tinha vencido deparou com o Mondego, no momento que este já adiantado chegava ao mar. O Alva ainda tentou expulsar o seu irmão do leito, debatendo-se com fúria e espumando de raiva, mas o Mondego engoliu-o com o seu ar altivo e irónico.
Este lugar onde os dois rios lutaram ficou para sempre conhecido como Raiva, em memória da contenda entre os dois irmãos".

terça-feira, 30 de maio de 2017

A praça pública onde se esgrimem argumentos

Há dois anos,
neste mesmo dia, dei corpo ao texto que segue, que me parece oportuno repetir. Insisto: a "praça pública" (...) seria pintalgada de outras cores, com a predominância do vermelho dos campeões – e um pouco de verde, pronto, para satisfação dos meus conterrâneos, nada contentes com a “medalha de bronze”…

Ao longo de quase setenta anos (melhor: sessenta - desconto dez para me situar em Coimbra, no falecido Liceu D.João III, depois no Externato Alves Mendes, em Arganil, e mais tarde no colégio Luís de Camões, em Lourenço Marques...) procurei formatar o caráter e, como qualquer estudante da época, li os clássicos e construi o meu jeito de estar entre os iguais do meu tempo. Hegel, marcou-me de uma forma tão sublime que, de quando em vez, volto à leitura de coisas suas, como é caso da obra Estética - “A ideia e o Ideal” (mas posso citar outras mais, coisas minhas escritas por Hegel, quando me situo no etéreo das dúvidas sobre o meu eu absoluto: existo?). 
Do empirismo das (minhas) teorias com que me dou inteiro, à assunção de um certo romantismo de cavalheiro, em desuso nos tempos de agora, não ouso definição capaz de me aproximar do mestre da Estética – “A Arte Simbólica”. 
Hegel é difícil de entender. “Teimoso” na defesa das (suas) ideias, imagino-o na “praça pública” a esgrimir argumentos sobre a “estética” da mistura de estilos e volumetria de determinadas peças, brancas e cinzentas, e sua utilidade… 
Por mim, a escolher, a ”praça pública” onde se esgrimem argumentos seria pintalgada de outras cores, com a predominância do vermelho dos campeões – e um pouco de verde, pronto, para satisfação dos meus conterrâneos, nada contentes com a “medalha de bronze”…

“…  Chamamos ao belo ideia do belo. Este deve ser concebido como ideia e, ao mesmo tempo, como a ideia sob forma particular; quer dizer, como idealO belo, já o disse, é a ideia; não a ideia abstrata, anterior à sua manifestação, não realizada, mas a ideia concreta ou realizada” - Hegel

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Sardinhas, sim, mas das nossas...

Confesso: cometi um "pecado".Possivelmente, serei absolvido, ou condenado, sim, mas a pena leve: amanhã, ao almoço, volto ao bitoque (quem diz bitoque, posso cumprir o castigo com uma feijoada com todos…).
Gosto de sardinhas assadas na brasa, de um  copo de bom tinto e uma fatia de broa - almoço perfeito!
Não sendo verão, deixei-me levar pela funcionária do mini mercado quando publicitava aos clientes a “maravilha” das sardinhas pescadas nas águas de Marrocos – tão boas, mas tão boas que pingam no pão, dizia. Então, quero uma embalagem, se faz favor…
Descongelei três “bichinhos”, temperei-os com sal grosso, acendi o lume e quando as brasas estavam “quentinhas” levei a grelha ao sacrifício…
Entretanto, no fogão, estavam a cozer quatro batatas novas com casca, das grandes…
Cumpridos os rituais de uma boa sardinhada, quando é verão e o azeite é da casa, esmerei o apetite: retirei uma posta do lombo de um dos bichos, levei-o à boca, mas …. ohhhh, o sabor era  quase nada!
Eis, pois, o meu pecado “capital”: adiantei o verão no calendário dos meus apetites e deu nisto: as batatas, o azeite, a broa e o tinto justificaram as minhas pressas, mas as sardinhas...

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A formiguinha


"Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: 
- Ei, formiguinha, para quê todo esse trabalho? O verão é para aproveitar! O verão é para nos divertirmos...
- Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para a diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno (...).

terça-feira, 23 de maio de 2017

"A árvore da vida"

...nota-se nas palavras 

Conheci a Sara - onze anos, com quietude no olhar e  gestos suaves. O sorriso, meio envergonhado, nota-se nas palavras, 
de meia dúzia de palavras 
- tempo da curta conversa,  com o beneplácito do avô na partilha de emoções. 
São silenciosas as lágrimas da Sara  quando o  familar mostra "A árvora da vida" - poema que a Sara desenhou  com a ternura das palavras, 
de algumas palavras  
- as suficientes e as que melhor identificam os seus sentimentos por um ente querido.
A Sara, "por dentro", é assim:


A árvore da vida

Nem quando a última pétala tiver caído,
Sobre o teu rosto enrugado,

Eu nunca te vou esquecer,
Estarei sempre ao teu lado.


Nem quando a última folha tiver secado
Sobre os teus olhos cansados

Vou te sempre amar
Beijando os teus pés calejados.


Nem quando o último ramo tiver partido
Sobre o teu corpo delicado

Eu vou estar sempre aqui
Olhando por ti, amargurado.


Mas o tronco nunca desabará
Pois ele é amor e perdão

É paciência, é carinho
Dentro do meu coração.

Afinal que árvore é esta
Nem a rosa nem a margarida
Sabem que esta árvore especial

É a árvore da vida.

*


quarta-feira, 17 de maio de 2017

... de tirar o chapéu


A última semana passou  às memórias de quem as tem, principalmente se
- aprecia o Papa Francisco
- gosta de "Amar pelos Dois"
- vibra com as vitórias do Benfica.
... Além destes  três "gostos", recebi a  confirmação de que o meu sinalzinho de trazer por casa está, de facto,  morto e enterrado, como o Doutor Eufrásio tinha previsto!
Sou um sortudo.