quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Fim de festa



Depois de uma relação mal resolvida, em 1967,  raivinha miúda, felizmente passageira e sem efeitos colaterais...

*
Queria ver-te nua
e da alma despida
na rua,
perdida...
Em gozos celestiais,
êxtases de loucuras
e orgias de entontecer,
banais seriam as tuas graças
- desventuras talvez!
E eu, rosto enxuto,
braços cruzados,
a ver morrer aos poucos,
de vez,
a alma,
o corpo,
a tua imagem,
sem coragem
de oscular em fim de festa
o pouco que de ti resta....