sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

António Casalinho - jovem bailarino em destaque

Admito um dos meus vícios: ler e ouvir notícias!
Este "defeito"  vem do tempo em que ganhava a vida  com palavras escritas em diversos jornais e revistas. "Retornado" a Portugal, vindo de Moçambique,  tornei-me profissional   numa  área onde tinha começado como colaborador nas páginas juvenis, e mais tarde correspondente  de um jornal diário. Lisboa recebeu-me  sem grandes gentilezas em 1975, mas isso são contas de outro rosário...
Voltando à notícia do dia: amante dos telejornais, vi  a RTP,  passei pela SIC e fiquei na TVI. Foi aí que ouvi e vi a entrevista ao jovem António Casalinho, de Leiria, creio, sobre a sua mais recente vitória   num festival/concurso de bailado clássico realizado  na América! Eram para cima de "muitos",  os concorrentes!....
Fiquei super contente  com a notícia, é bom de ver.  Depois das  guerras (do Orçamento do nosso Governo, à "novela" do jogador Carrillo, das mortes  provocados pelos bombistas aos  mortos  ao largo da Grécia, do  vírus Zica ao Ebola...) no jornal da  RTP,  um  "Ferrero Rocher" na TVI. 
Se  tivesse à mão os fofinhos e saborosos  bombons marchava  uma dúzia.....
Por hoje  estou saciado - não a mais notícias!
O abraço de parabéns (e uma embalagem de "Ferrero Rocher", das grandes!)  vai direitinho para o António Casallinho...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A tranquilidade do rio, a grandeza da montanha

Não tarda, chegam as férias…



Sendo o meu sítio, Barril de Alva, uma "porta escancarada" para as serras do Açor e Estrela, proponho um passeio de “sonho”!
Se vier de autocaravana, repouse no conforto da bonita Área de Serviço existente na aldeia, na margem direita do rio Alva. O parque tem espaço para setenta viaturas! Não se preocupe com as refeições: o restaurante, “Quinta do Urtigal”, serve excelente comida caseira a preços simpáticos. Reserve mesa para o almoço.
Se vier de carro, a Residencial Vitocalis, em Coja (sede da União das freguesias de Coja e Barril de Alva) é o local certo para pernoitar. Coja, no verão, é uma vila cosmopolita e ponto de encontro de quem demanda os “pequenos paraísos” da Serra do Açor. Apenas três quilómetros separam Coja e Barril de Alva. 
Se ficar pela “Princesa do Ava”, Coja, depois do pequeno almoço siga para o Barril de Alva, atravesse a ponte, um quilómetro adiante vire à direita, para a "Estrada dos Vales"; outro quilómetro percorrido, paragem obrigatória no Miradouro do Barril de Alva (vista soberba!).
Siga viagem, mais um quilómetro, corte à esquerda para Casal de S. João, continue na direção de Benfeita; a seguir, faça uma pausa prolongada durante a visita (a pé) à Fraga da Pena, regresse à sua viatura e siga um pouco mais até Pardieiros (aqui, para recordar o passeio, compre uma colher de pau, peça artesanal...); sem pressas, conheça a Mata Nacional da Margaraça. Depois, Monte Frio - mais uma paragem obrigatória para descansar o olhar. Continue a subir. A "páginas tantas", opte pela estrada que o irá levar ao Piódão.
… Soberbo, não é?
Na volta, à saída da aldeia, corte à esquerda para Chãs d 'Égua e descubra a arte dos nossos antepassados; em Foz d' Égua continue atento à paisagem e, a uma velocidade de "10 à hora", descubra o riacho que corre "lá em baixo" e por baixo de uma fantástica ponte suspensa! 
Deslumbrante! 
Respire fundo, continue "nas calmas", atravesse Vide, continue para Avô (excelente praia fluvial e visite os restos de um castelo que, diz-se, D. Dinis fez seu...). 
Continue ao longo do rio Alva para Vila Cova de Alva (5 kms), um pouco mais e vire à direita: Barril de Alva, 1 Km!
Que tal o dia?
   


 

           Barril de Alva
                                                                          Coja

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Homem faz pedido de casamento no Colombo


Ainda há paixões assim, lindas, doidas, tontas mas lindas, sinceras, desenvergonhadas, gloriosas por serem públicas. Espero que envelheçam de mão dada - é a derradeira paixão de quem ama.





"Um Almoço de Negócios em Sintra" - Gerrit Komrij

Terminei a leitura de um livro excelente, pela qualidade da escrita e das “estórias”. Apesar dos ventos que vão soprando algum progresso, estas cento e sessenta páginas de prosa refletem um pouco do povo que (ainda) somos – tão atuais em certos casos e situações, que me revejo em algum lugar à distância de oito anos.
"Um Almoço de Negócios em Sintra", "é um retrato em corpo inteiro de Portugal e dos portugueses…" à data da primeira edição; antes, já o autor deambulava por aí de olhos bem abertos, por isso não é de estranhar a sua perspicácia na análise de  costumes enraizados.
Gerrit Komrij, escritor, poeta, ensaísta e tradutor, é holandês pelo nascimento e "oliveirense" pelo coração. São da sua lavra as estórias reais que verteu para esta obra, editada e reeditada em 1999. Possivelmente, o livro está fora do circuito comercial, por isso não há intenção de levar eventuais leitores à sua aquisição, o que não seria de todo inútil, confesso, porque a leitura de "Um Almoço de Negócios em Sintra" talvez contribuísse para esboçar o auto retrato de alguns de nós. Estou certo que encontraríamos "pontos comuns" com algumas figuras ali descritas, não nos pormenores estéticos, mas perfeitamente identificados nas personalidades recebidas por herança e das quais não nos conseguimos libertar…
O autor, a dado passo, poetisa  imagem simpática, mas não compreende "o que é isso de existir uma alma portuguesa", talvez fatalista - tão fatalista como a força do fado que não consegue definir. É – escreve – "... sentimental de alto a baixo, sem nunca ser vulgar".
A aldeia onde mora o "nosso conterrâneo","... é muito carente..." mas o presidente de Junta de Freguesia (naturalmente o livro, no seu todo ou em parte, foi escrito por altura de eleições autárquicas) não se cansou de fazer promessas. "Veremos se cumpre, sobretudo o alargamento do cemitério"...
Hoje, Gerrit Komerij escreveria este livro?

Gerrit Komerij é uma das figuras mais marcantes da vida intelectual holandesa. Em 1993 foi-lhe atribuído o prémio P.C. Hooft de Ensaio, um dos mais importantes galardões literários do seu país. É autor de mais de meia centena de obras literárias e contabiliza uma mão cheia de prémios prestigiantes; em 2000 foi eleito pelo público para ser o Poeta da Nação (Holanda), estatuto que é atribuído por um período de cinco anos. Vive em Vila Pouca da Beira desde 1984.

Nota.. Faleceu no dia 5 de julho de 2012
(Crónica publicado em maio de 2009 e agora revista)



segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Miguel Torga no "meu" rio

SAUDAÇÃO
Não sei se comes peixes se não comes,
Irmão poeta Guarda-Rios.
Sei que tens céu nas asas e consomes
A força delas a guardar os rios.


É que os rios são água em mocidade
Que quer correr o mundo e conhecer;
E é preciso guardar-lhe a tenra idade,
Que a não venham beber...

Ave com penas de quem guarda um sonho
Líquido fresco, doce:
No meu livro te ponho,
E eu no teu rio fosse...

Miguel Torga, in Diário II, Barril de Alva, 28 de Setembro de 1942

*
"Pelos caminhos de Torga"

Passados 20 anos do falecimento do escritor Miguel Torga, a sua passagem por Arganil não foi esquecida tendo-se realizado no passado sábado o evento “Em Arganil pelos caminhos de Torga”.
Sob a égide do Prof. Doutor Carlos Carranca e com a participação da Escola Profissional de Teatro de Cascais, foi possível aos participantes vivenciarem alguns dos episódios da obra do escritor.
O percurso teve início em Santa Clara-Coja, passando pelo Barril do Alva, Vila Cova, Piódão, Cepos e por fim Arganil.
Na sede do Concelho, Miguel Torga foi invocado em frente ao Cine-teatro Alves Coelho, recordado junto do espólio do seu gabinete no Hospital Condessa das Canas e dramatizado na Mata das Misericórdias com a obra “Os Bichos”.
A sessão de encerramento teve lugar no Salão Nobre da Misericórdia, contando com a presença dos representantes do Município e com o presidente da Associação dos Amigos da Serra do Açor, Eng. Fernando Vale, que disse “Era indissociável ao falar-se de Torga, não nos recordarmos do seu amigo de longa data, Fernando Vale”.
(Santa Casa da Misericórdia de Arganil)
Barril de Alva, 23 de maio de 2015

domingo, 24 de janeiro de 2016

Bilene dos meus amores...

Cansados do inverno? Um saltinho  à terra  dos meus amores, Bilene, em Moçambique ( logo ali, "a dois passos" de Maputo), é o "remédio santo" - bem melhor do que caldos de galinha: cura viroses, enxaquecas, gripes e afins, neuroses, borbulhas,.... a saudade! Não esquecer  o fato de banho...