sábado, 6 de fevereiro de 2016

.... de mão dada

Encontrei um pedaço de mim carregado de memórias, registadas com o preceito do pormenor,  numa agenda de 1965, escritas a partir  do dia 1 de Fevereiro daquele ano. Falam de amor,  do meu primeiro grande amor, as palavras imortais de um tempo único - continua único! 
Era  Maria, Maria Bertini (...), morena, mediana na altura, olhos azuis, de falas mansas e sorrisos radiosos...

(...) Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado. 

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas" 

... Ficou por cumprir o sonho de envelhecermos de mão dada.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Síndrome vertiginoso

Estou em casa, meio agasalhado, depois de um dia no hospital, em jejum, deitado numa maca. Vieram enfermeiros e médicos e eu, de pulseira amarela no pulso, lá fui repetindo a cantilena dos meus achaques: tenho a cabeça à roda, uma roda demasiado "quadrada" tal a sensação dos solavancos da curta viagem entre o quarto e a casa de banho, manhã  cedo - para não falar da viagem atribulada na ambulância do INEM por ruas remendadas, curvas e mais curvas...
Tonturas, vertigens, vómitos e nem a Saúde 24 me aliviou as queixas. Para o INEM, a coisa não era "grave", na opinião do gentil cidadão que respondeu à minha urgência - para mim era gravíssimo!  Dos Bombeiros de Coja veio a mão amiga  nos cuidados da minha gente - nas más horas, são sempre os primeiros a chegar, "inventam" soluções - têm soluções!
Bem andou a doutora Armandina, do Centro de Saúde e Arganil, por me ter encaminhado para Coimbra. Nos HUC,  mais soro, mais análises, mais um electrocardiograma, até que uma médica uruguaia, com paciência de Jó, foi  célere na análise: vou mandá-lo ao otorrino, palpita-me que esteja com síndrome vertiginoso!
Eram duas as médicas, pequeninas, novinhas, e muito  competentes. A chefe da equipa, atenta, encontrou lá no "funnnnndo" do ouvido esquerdo uma ligeira infecção . Eureka! - cá está. Isto é "coisa" chata, que pode não ser recente, disse. E não era,  em dezembro recebi sinais daquela "coisa chata", desvalorizei ...
Agora estou de ressaca, a medicação é forte, mas acho que me vou safar desta "coisa chata" - antes assim,  se fosse a "doença de Ménière" é que a "coisa", além de "chata", era grave!
Em Março volto à consulta, nos HUC.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Quico - "chapa" cinco

Ontem o Lousanense dos pequeninos veio jogar a Coja, o "estádio" não tinha muito público, lamento, lamento não por mim mas por quem perdeu uma jogatina   "à séria", com golos e tudo ( tudo, quer dizer fair play, jogadas  à Ronaldo, com um dos golos do Francisco  de se lhe tirar o chapéu - sem chapéu, bati palminhas e gritei em voz alta para ele ouvir do outro lado do campo "boa, Quico", que é como o tratamos em família...).
O Lousanense venceu, mas se o meu C.O.J.A. tivesse ficado  com os três pontos, também ficava de bem comigo mesmo.O sangue da gente fala sempre mais alto - ontem fui Lousanense  "desde pequenino" - amor também é ser do Lousannese.... quando joga o Quico!
Resultado? O Quico marcou cinco (para mim , seis, mas devo ter feito mal as contas, a acreditar na contabilidade de um simpático espectador, da Lousã,  que ia fazendo risquinhos na palma da mão cada vez que a  bola beijava o "véu da noiva", como li na "Bola", vai para muitos e bons anos, ainda o grande Carlos Pinhão era vivo e escrevia maravilhas...
Vivam todos os garbosos atletas, onde incluo uma menina que alinhou na defesa do C.O.J.A.
O grande "viva", claro,  vai para o Quico - chapa cinco, nem o Ronaldo!