quarta-feira, 31 de agosto de 2016

...Foi então que descobri Coimbra

(... ) E havia o campo de futebol, bem junto ao jardim da Sereia, o Santa Cruz, para onde corria sempre que a ausência de um ou outro professor o permitia. Se havia jogo combinado, aprendi com os outros: fazia gazeta à última aula!...
Na casa ao lado daquela onde morava,  rua Dr. João Jacinto, havia um lar de raparigas, das crescidas, adiantadas nos estudos. Certa noite, acordei com o som das guitarras; depois, uma voz timbrada de homem feito trouxe aos meus ouvidos estranha melodia . Foi então que descobri Coimbra nunca vista pelos olhos da alma de um "puto"de dez anos, nascido e criado na aldeia...
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Excerto do texto publicado em maio de 2012

domingo, 28 de agosto de 2016

“Confraria das minis” – já!



(...) Agora, na “reforma” das grandes viagens, país fora, passeio a solidão do Toyota pelas redondezas e confiro, com pena, que nada mudou na noite estival, onde incluo as “minis da alegria”, espécie de “religião” com milhares de fiéis seguidores.
Estranho que não houvesse a lembrança de uma “confraria”, onde os confrades publicitassem as “minis” em gestos rituais – e há tantos, os gestos, com que se confunde o prazer de uma cervejinha bem fresquinha com o exagero de concursos onde não faltam asas à imaginação, ao estilo do caminho mais curto para uma valente bebedeira!
Proponho com urgência o registo no notário da “confraria das minis” – já!
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Excerto de uma croniqueta publicada em  agosto de 2011