sábado, 29 de abril de 2017

Nas mãos de quem sabe

Perdi a conta (?) aos anos que me separam de uma certa noite de sábado, que podia ter sido a última entre o número dos vivos.
Sem saber como, no meu RiTuAL Bar, caí atrás do balcão. O que aconteceu a seguir pertence ao mundo do "não me lembro", mas tenho presente que "acordei" com a voz mansa do João Paiva:
- Alguma quebra de tensão, nada de mais, mas é melhor ir ao médico…
O Paiva continuou gentil, tão gentil que me transportou no seu carro ao Centro de Saúde. 
Passava das dez da noite, havia imensa gente à espera de consulta, mas como "ameacei" com novo desmaio, levaram-me quase ao colo à presença do doutor Herdade. Desse momento até ser encaminhado para uma ambulância de "teto alto", a pedido do médico, passaram-se poucos minutos...
A caminho dos HUC, sob a proteção de um enfermeiro, aconteceram outras peripécias sem muitas lembranças. 
Quando "acordei", nos HUC, estava rodeado de médicos e enfermeiros, e a minha filha Ana Rita estava com cara de caso, mas sorriu quando trocámos olhares.
Durante quatro dias fui tão bem tratado, que me considerei "um VIP"!
Volvidos “não sei quantos anos”, continuo a sentir-me “VIP" quando vou aos HUC…
…e agora no IPO, em Coimbra, por causa de um sinalzinho de trazer por casa, mantenho o mesmo “estatuto”.