quarta-feira, 10 de maio de 2017

À distância dos sentidos

Assumo a  minha aversão à violência – seja ela física ou verbal.
Da primeira quero distância; se preciso for,  aproximo-me da segunda - aguento-a com tento na língua e vou à luta quando o opositor justifica que esgrima argumentos. Não sendo de guerrear, travo as batalhas  que forem precisas.
Admito as minhas fraquezas e a ignorância do desconhecido: apenas sei “ler e escrever”, e a inteligência não me presenteou com a erudição dos predestinados.
O caráter, esse desejo-o firme não importa quando, onde e porquê – sendo humano, caio e levanto-me as vezes que forem precisas. 
Obviamente recuso-me a existir de joelhos no limbo da minha consciência, que morrerá inteira se para tanto o juízo não me atraiçoar …
Aprecio o belo de cada coisa e olho o horizonte com a atenção que é devida ao Universo. Mais perto, à distância dos sentidos, a sensibilidade de que sou capaz permite a paixão do amor - de todo o amor! Assim sendo, insisto na denúncia da minha teimosia: gosto, porque sim, sem nenhuma explicação adicional para este mau feitio de quem permanece fiel à estética do amor.
Ponto.
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... de volta ao "Confessionário" - 21 de setembro de 2011