sexta-feira, 12 de maio de 2017

Como sempre, vestido de branco

Liguei a televisão. O avião que trazia o Papa Francisco planava no écran.
Preso à comodidade do sofá, fui ficando, ficando.... fiquei até ao fim - não perdi pitada das primeiras horas do homem vestido de branco em solo português!
Perdi a conta  aos minutos - alguns  deles vivi-os emocionado até à medula. 
O sorriso do Papa, os gestos do Papa, as pessoas, todas as pessoas - milhares!- em silêncio, quando foi caso disso - o silêncio de  tanta gente e (...) o tempo que tarda em passar /e aquilo em que ninguém quer acreditar (*).
Digo à Rita: 
- gostava de ter a Fé daquela gente,  se não de toda a gente, de alguma daquela gente...
- não tens essa (Fé) mas tens outra(s), disse a Rita...
"Às vezes é no meio de tanta gente / Que descubro afinal aquilo que sou / Sou um grito / Ou sou uma pedra / De um altar aonde não estou" (*) ...
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(*) Retirado do poema de Maria Guinot " Silêncio e tanta gente"