sexta-feira, 26 de maio de 2017

Sardinhas, sim, mas das nossas...

Confesso: cometi um "pecado".Possivelmente, serei absolvido, ou condenado, sim, mas a pena leve: amanhã, ao almoço, volto ao bitoque (quem diz bitoque, posso cumprir o castigo com uma feijoada com todos…).
Gosto de sardinhas assadas na brasa, de um  copo de bom tinto e uma fatia de broa - almoço perfeito!
Não sendo verão, deixei-me levar pela funcionária do mini mercado quando publicitava aos clientes a “maravilha” das sardinhas pescadas nas águas de Marrocos – tão boas, mas tão boas que pingam no pão, dizia. Então, quero uma embalagem, se faz favor…
Descongelei três “bichinhos”, temperei-os com sal grosso, acendi o lume e quando as brasas estavam “quentinhas” levei a grelha ao sacrifício…
Entretanto, no fogão, estavam a cozer quatro batatas novas com casca, das grandes…
Cumpridos os rituais de uma boa sardinhada, quando é verão e o azeite é da casa, esmerei o apetite: retirei uma posta do lombo de um dos bichos, levei-o à boca, mas …. ohhhh, o sabor era  quase nada!
Eis, pois, o meu pecado “capital”: adiantei o verão no calendário dos meus apetites e deu nisto: as batatas, o azeite, a broa e o tinto justificaram as minhas pressas, mas as sardinhas...