quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pensando bem...


Pensando bem, o melhor é assumir  a minha aversão à violência – seja ela física ou verbal.
Da primeira quero distância, e da segunda  às vezes aproximo-me - aguento-a com tento na língua e  vou à luta quando o opositor justifica que esgrima argumentos.
Admito as minhas fraquezas e a ignorância do desconhecido; apenas sei  “ ler e escrever”, e a inteligência não me presenteou com a erudição dos predestinados.
O carácter, esse desejo-o firme quando vacilo, não importa quando, onde e porquê – sendo humano, caio e levanto-me as vezes que forem precisas. Obviamente, recuso-me a existir de joelhos no limbo da minha consciência, que morrerá  inteira se, para tanto, o juízo não me atraiçoar um dia destes …
Aprecio o belo de cada coisa e olho o horizonte com a atenção que é devida ao Universo. Mais perto, à distância dos sentidos, a sensibilidade de que sou capaz permite a paixão do amor - de todo o amor! Assim sendo, insisto na denúncia da minha teimosia: gosto, por que sim, sem nenhuma explicação adicional para este mau feitio de quem permanece fiel à estética do amor.
Setembro / 2011

Encruzilhadamente

Por que espero, se desespero? 
E por que fico, se quero ir?
E por que vou, se quero ficar?
E por que insisto e não desisto?
Isto é loucura ou desventura?
Inconsciência ou pertinência?
Sabedoria ou estupidez?
- Mania?
Talvez...

  RiTuAl /06

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Silêncios



Miríades de silêncios na troca de conversas... até um dia:
Ele:
- Olha nos meus olhos e escreve uma verdade sem palavras!
Ela:
- Só sei sorrir!
Sem ter com que escrever, perdeu o sorriso - e as palavras também...